Transnacionalidade do setor naval requer regulação contra ciberataques

50

Por Alan Oliveira de Sá e Walmor Cristino Leite Junior

A indústria naval, acompanhando uma tendência global de otimização de processos, segue agregando diversas tecnologias eletrônicas para controle e gerenciamento de sistemas a bordo de navios e em instalações portuárias. Essa tendência abrange a instalação de sistemas cibernéticos para aquisição e processamento de grande quantidade de dados, bem como controle de processos físicos. Nesse contexto, é necessário considerar a possibilidade de ataques cibernéticos com intenções maliciosas, capazes de comprometer informações sensíveis ou mesmo de provocar danos materiais e humanos. O caráter transnacional do setor exige o estabelecimento de requisitos mínimos de segurança a nível internacional. A celeridade na criação de um regime normativo é fundamental para mitigar incidentes desta ordem no ambiente naval.

Impacto em Segurança e Defesa: O crescente emprego de sistemas cibernéticos no gerenciamento de processos em navios e instalações portuárias torna esses ativos vulneráveis a ataques. É necessário estabelecer um regime internacional para a implementação de requisitos mínimos de segurança e a participação no diálogo é fundamental para defesa dos interesses nacionais.

Fonte: HOPCRAFT, R.; MARTIN, K. M. Effective maritime cybersecurity regulation – the case for a cyber code. Journal of the Indian Ocean Region, v. 14, n. 3, p. 354-366, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1080/19480881.2018.1519056.