Mercado de seguros empresariais demonstra preocupação com armas cibernéticas

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Foto: Templum

Por Marcelo Andrade de Barros e Walmor Cristino Leite Junior

Um relatório da organização Strategic Cyber Ventures mostra um aumento significativo na incidência de ataques cibernéticos contra o mercado privado. Seguradoras estão recusando a cobertura de determinados incidentes cibernéticos, sob a justificativa de que são efeitos colaterais de armas cibernéticas patrocinadas por estados e que, nesse caso, eles devem arcar com os custos. As preocupações foram levantadas após ataques como o NotPetya. Esse ataque, provocado por organizações russas para desestabilizar a Ucrânia, em junho de 2017, deixou fora do ar diversos serviços do governo, empresas e comunicações, isolando o país e seus cidadãos.

Impacto em segurança e defesa: Sugere-se que os governos deixem claro, nas políticas cibernéticas, as responsabilidades conjuntas da sociedade, do setor privado e do Estado para a salvaguarda da infraestrutura crítica em caso de ataques cibernéticos. Dessa forma, marcos legais podem ser criados para solucionar questões jurídicas no ambiente digital.

Fonte: DE SOUZA, Marcos Luiz da Cunha; GOLDONI, Luiz Rogério Franco. Custos econômicos da Guerra Cibernética. Observatório Militar da Praia Vermelha, Rio de Janeiro, 5 ago. 2020.  Disponível em: http://ompv.eceme.eb.mil.br/defesa-cibernetica/guerra-cibernetica/82-areas-tematicas/defesa-cibernetica/guerra-cibernetica/305-custos-economicos-da-guerra-cibernetica